sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Campanha de arrecadação para ajuda às famílias atingidas pelas chuvas segue no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

A casa de Clodonildo de Jesus Andrade, na rua do Cano, em Ilhéus, foi fortemente atingida pelas chuvas. Ele perdeu quase tudo. Ontem, enquanto esperava a esposa deixar o Hospital Materno-Infantil, após o nascimento de Wellinghton, o seu terceiro filho, ele falava, emocionado, sobre a força que precisa encontrar para recomeçar. Clodonildo vive do trabalho que aparece. Tinha 4 reais em mãos. A decisão de pagar a tarifa de ônibus para a esposa Rosângela e ir a pé, cerca de sete quilômetros da maternidade até a casa, estava tomada. Antes de deixar o hospital, Clodonildo foi chamado à recepção por uma das Assistentes Sociais da instituição. Para atender as necessidades mais emergenciais, recebeu kits de alimentação, fraldas, roupas e brinquedos para as crianças. O trabalho é resultado da mobilização dos diretores e funcionários do hospital, uma iniciativa para atender às mães e bebês do sul da Bahia que tiveram suas casas atingidas pelas chuvas registradas nos últimos dias na região, deixando milhares de desabrigados. 

*Voluntários*

Na recepção do hospital, as atendentes Karine da Silva e Liliane Dantas dos Santos preparavam voluntariamente os kits com produtos que não param de chegar. Karine usava a sua experiência de professora infantil para produzir laços artesanais e dar um toque a mais de carinho aos kits. Liliane, estudante de psicologia, separava os itens de acordo com as informações sobre as mães e crianças que seguiam internadas na unidade, onde parte dos presentes chegará.

*Pontos de coleta*

Dois pontos de coleta foram disponibilizados à população baiana. Um no próprio hospital, em Ilhéus, no bairro da Conquista. Outro, na sede da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), em Salvador, na avenida Estados Unidos, 161, Edf.  Suerdieck, 8º andar, Comércio. A FESF-SUS é a entidade responsável pela gestão do hospital. A campanha seguirá nos próximos dias.“Muitas mulheres, bebês e crianças que chegam aqui, perderam tudo. São famílias desoladas”, lamenta a diretora do Hospital Materno-Infantil, Aline Costa. “Essa luta para recomeçar também é nossa também e vamos ajudar as famílias da região”, assegura. De acordo com a diretora toda a arrecadação será encaminhada para estas famílias e para os abrigos da região.

O apelo da direção e dos trabalhadores do hospital tem sensibilizado anônimos, com doação de alimentos e roupas; fornecedores, com medicamentos e fraldas; prestadores de serviço da unidade, com garrafas de água mineral, entidades co-irmãs como o Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA) e até personalidades públicas da Bahia, como o ex-secretário estadual do Turismo, Fausto Franco, e de outras regiões, como a apresentadora de TV Astrid Fontenelle. “A corrente de solidariedade segue no início do ano e a recepção do hospital continua recebendo os donativos”, informa Aline Costa.

*121 partos realizados*

Inaugurado pelo Governo do Estado no dia 6 de dezembro, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio realizou até a manhã deste dia 31, 121 partos, sendo 72 por cento deles, normais, cumprindo rigorosamente os índices estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Matéria da SECOM do HMIJS. 

 








segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Vereador Gurita apresenta sugestão sobre verba de devolução da câmara

       Vereador Gurita apresenta sugestão sobre verba de devolução da câmara

O vereador e presidente da comissão de Finanças Orçamento Obras e Serviços da Câmara de Ilhéus, professor Gurita, sugeriu nesta segunda-feira (27), ao presidente da câmara, Jerbson Moraes, que seja feita indicação ao prefeito do município, para uso dos recursos que serão devolvidos à prefeitura, destinando à aplicação desses recursos nas ações em áreas afetadas pelas fortes chuvas que atingem a cidade de Ilhéus, contribuindo para viabilizar apoio as famílias desalojadas e desabrigadas. “Esses recursos serão muito importantes e ajudarão a suprir as necessidades mais urgentes, a iniciativa visa reforçar o comprometimento do legislativo com a nossa sociedade”, afirmou Gurita.

"Perdi tudo. Mas minha filha me dá forças para recomeçar”

"Perdi tudo. Mas minha filha me dá forças para recomeçar”

Amanda segue há mais de 24 horas sem notícias da filha de sete anos e do pai de 83. Mas sabe que os dois estão em segurança. Eles foram levados para uma igreja do bairro do Salobrinho, logo que as águas do rio Cachoeira começaram a invadir as casas onde moravam, perto do campo de futebol do bairro. Amanda e o pedreiro e companheiro Adriano perderam tudo. Apenas os documentos pessoais foram salvos. Apesar de todo o prejuízo, hoje eles sorriam. “O material a gente tenta reconquistar. O importante é que estamos vivos e temos agora mais uma filha para criar”. Amanda agora é mãe de Aysha. A menina nasceu ontem à tarde no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, depois de uma experiência inimaginável que os pais tiveram que passar.

Era pouco mais de meia-noite de domingo, quando as águas começaram a invadir a residência do casal. O desespero de ver os vizinhos abandonando tudo, a movimentação de todos para deixar a casa, vieram juntos com os primeiros sinais de que Amanda estava prestes a dar a luz. Começava uma grande corrente de solidariedade que, segundo ela, jamais esquecerá ou cansará de agradecer. “Avisei na igreja onde deixei minha filha e meu pai, que estava sentindo fortes contrações. Apesar da chuva, cinco enfermeiras que moram na comunidade tentaram me ajudar. O pai de uma delas me colocou no carro para me trazer até Ilhéus. Eu pensava que a água só tinha tomado a nossa comunidade”, disse hoje.

Amanda, entretanto, estava equivocada. Vários trechos da rodovia Jorge Amado estavam comprometidos. O motor do carro não aguentou. Parte do percurso passou a ser feita de trator: ela, o marido, três enfermeiras e o motorista em cima da máquina. O trator também não resistiu ao volume de água. Uma canoa que socorria outros moradores da região passou a ajudar. “Éramos nós dentro e pessoas do lado de fora, no meio da água, com uma corda, esticando e movendo a embarcação. Havia pontos sem acúmulo de água que precisava andar e eles levavam a embarcação sobre a cabeça. Foi um esforço grande pra me ajudar”, lembra.

A mãe da pequena Aysha destaca o acolhimento que teve nos dois hospitais do Estado. Primeiro, no Hospital Costa do Cacau, onde a embarcação conseguiu chegar pedindo ajuda e onde foram feitos os primeiros exames. E lembra com carinho a mobilização que contou com os profissionais do HRCC e do Hospital Materno-Infantil (HMIJS), Corpo de Bombeiros e Samu, para chegar a tempo de dar a luz à segunda filha no HMIJS, no bairro da Conquista. Um helicóptero transportou a família até o aeroporto de Ilhéus. Uma ambulância levou a gestante e o marido para o HMIJS, onde uma equipe já aguardava a chegada da gestante. Cerca de cinco horas depois do início da aventura, Aysha nasceu com 3,135 kg e 52 centímetros. Parto normal. 

“Eu preciso reencontrar cada pessoa que me ajudou, cada uma de vocês daqui também, e agradecer pela acolhida”, disse hoje, durante visita das assistentes sociais do Materno-Infantil. Ela afirma que os gestos de solidariedade que encontrou entre o Salobrinho e a maternidade revelaram o valor de pessoas, a grande maioria, desconhecidas para ela, que se colocaram em perigo para ajudá-la.

A verdadeira saga que marca o nascimento de Aysha – a ilheense que chegou trazendo vida, durante a enchente que atingiu a região sul da Bahia e causou muita destruição - simboliza, sobretudo, o carinho de pessoas anônimas e o trabalho solidário e em rede de outras que têm por missão salvar vidas. É como diz Amanda. A casa precisa ser reconstruída. Sim, verdade. Mas o que importa mesmo é saber que há um novo – e importante – motivo para recomeçar: o nome dela é Aysha.

Fonte: ASCOM - Hospital Materno-Infantil

domingo, 26 de dezembro de 2021

Ilhéus: Helicóptero transporta gestante em mobilização coletiva de trabalhadores de hospitais, bombeiros e Samu durante alagamentos

                                               

“A nossa missão não é ser ilha. É unir esforços, construir pontes e promover a aproximação institucional entre o novo hospital e as unidades de saúde existentes na região”. A frase da diretora-geral, Aline Costa, uma espécie de mantra para os profissionais e parceiros desde a inauguração do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, nunca fez tanto sentido quanto neste domingo (26).

No final da manhã, a unidade Materno-Infantil foi acionada pela direção do Hospital Regional Costa do Cacau. Com 38 semanas de gestação e parto previsto para dia 9 de janeiro, Amanda Santana, de 26 anos, moradora do bairro do Salobrinho, deu entrada no HRCC, apresentando fortes contrações. A casa onde reside foi invadida pelas águas do rio Cachoeira. As condições de trafegabilidade da rodovia Jorge Amado impediram que ela chegasse ao Materno-Infantil. Ela pediu ajuda ao hospital mais próximo, onde pôde chegar.

Após alguns exames realizados no Costa do Cacau era decisiva a transferência para o Materno-Infantil. Para isso, houve uma mobilização que envolveu, na prática, o que a gestora Aline Costa, repete, todos os dias, para a sua equipe: era chegada a hora de dar as mãos e construir “pontes” para salvar vidas. No histórico, Amanda trazia um fato preocupante: já havia passado por dois abortos espontâneos. Sua nova gestação inspirava cuidados.

Com o trajeto por terra comprometido, em função do alagamento de vários trechos da rodovia Jorge Amado, o trabalho de locomoção envolveu profissionais do HRCC, bombeiros, Samu e técnicos do Hospital Materno-Infantil. Um helicóptero foi acionado e pousou no estacionamento do Costa do Cacau. A gestante foi levada até o aeroporto de Ilhéus, transferida em tempo recorde para o Materno-Infantil, onde foi acolhida. Cerca de 5 horas depois do primeiro acolhimento, nasceu Aysh, uma menina. Adriano Farias, o pai da criança, não pensava estar acontecendo tudo isso. “O apoio foi importante. Não foi só de um. Foi de todos”, disse.

                                  

O bebê de 3,135 kg e 52 centímetros é o exemplo de que a solidariedade pode ser entendida como a dor do outro doendo em cada um dos envolvidos na operação. E que ela une esforços e gestos que marcarão para sempre a comemoração da vida. Em meio a tantos casos de pessoas que perderam tudo também.

Fonte: ASCOM - Hospital Materno-Infantil

sábado, 25 de dezembro de 2021

Vamos exercer o espírito de natal e doar?


A Defesa Civil de Ilhéus já tem o registro de 106 famílias desabrigadas na cidade por conta das fortes chuvas que caem sobre a região. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a previsão é de chuvas com volume de 105 mm até domingo em Ilhéus. Uma situação que necessita de muita solidariedade.

Atendendo orientação da secretária estadual da Saúde, Tereza Paim, direção e funcionários do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, iniciaram na tarde deste sábado (25) uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, agasalhos e roupas que serão destinados às estas famílias. 

A população pode se dirigir à recepção do Setor Administrativo do hospital, onde terá uma equipe de plantão para receber os donativos. A direção do hospital lembra que é importante manter todos os quesitos de proteção pessoal por conta da Covid-19. Texto ASCOM do HMIJS

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Hospital Materno-Infantil de Ilhéus tem acessibilidade com intérprete de Libras na recepção

                         Hospital Materno-Infantil de Ilhéus tem acessibilidade com intérprete de Libras na recepção

O novo Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, é um bom exemplo de que arquitetura e acessibilidade devem estar associadas ao exercício da cidadania de forma plena a todos os seus usuários. Sinalizações desde o estacionamento, braile nos acessos públicos, banheiros adaptados para deficientes físicos são algumas das regras estabelecidas – e cumpridas no hospital – todas encontradas na Lei Nacional de Acessibilidade, considerando que, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE, 12,4 milhões de brasileiros, o equivalente a 6,2% da população, possuem algum tipo de deficiência.

Mas, no Hospital Materno-Infantil, a recepção tem um olhar ainda mais humanizado deste acesso inclusivo, especialmente para auxiliar as gestantes surdas.  A recepcionista Ana Paula Souza Santos, de 36 anos, também promove o atendimento usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). “A ideia é tranquilizar quem precisa deste modelo de ajuda. É oportunizar um atendimento inclusivo”, explica. São sinais considerados simples, mas importantes para as mulheres que procuram atendimento. “Bem-Vinda”, “Está sentindo muita dor?”, “Por favor, seus documentos”, “O médico já vai te atender”, são alguns deles.

Ana Paula participou de um curso na Associação de Mudos de Ilhéus. Iniciou a faculdade de Letras/Libras, mas teve que interromper ao engravidar da segunda filha. Hoje, participa do curso técnico em Gestão Hospitalar e considera esse modelo de trabalho importante, especialmente para estabelecer o primeiro contato com quem procura ajuda no hospital. “Acessibilidade dos surdos nas repartições pública, hoje, significa uma conquista, fruto de muita luta, para que pessoas com deficiência auditiva possam ter acesso a qualquer tipo de comunicação”, afirma.

Para além de oferecer o serviço, Ana Paula também constrói um “trabalho de formiguinha” e está ensinando às colegas os sinais básicos que podem auxiliar no atendimento inclusivo. Ela grava vídeos e os disponibiliza no grupo de trabalho. Aliás, bom frisar, o atendimento proposto não deve se restringir à recepção. A ideia da funcionária é de contribuir, sempre que necessário, para servir de intérprete entre a paciente e o profissional médico. “Sim, a ideia é acompanhar caso esta mulher esteja sozinha”, assegura. Uma lei federal determina que grávidas com este perfil podem ter tradutores e intérpretes de libras presentes até durante o parto, caso a acompanhante não esteja apta a se comunicar com ela e com a equipe médica. “Os sinais básicos podem ajudar muito. Especialmente nesta hora”, reconhece Ana Paula.

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é uma obra recém-inaugurada pelo Governo da Bahia, através da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS). Todo o projeto do hospital está baseado na humanização do cuidado, nos direitos da mulher e da criança e na consolidação do Sistema Único de Saúde, que são princípios da ação de trabalho desenvolvida pela fundação. A missão é oferecer segurança e eficiência no cuidado com o público materno-infantil do sul da Bahia, contribuindo para a redução das mortes materna, neonatal e infantil no estado.


Fonte: ASCOM - Hospital Materno-Infantil

Jornalista Resp. : MM – MTb 3935

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Ilhéus: Nascem os primeiros gêmeos no Hospital Materno-Infantil

                                     Nascem os primeiros gêmeos no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

Primeiro nasceu Benjamin (2,875 kg e 51 cm). Três minutos depois, Maria Alice (2,820 kg e 49 cm). Os primeiros gêmeos nascidos no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, são filhos de Thainá dos Santos e Eduardo Costa, moradores da Barra, em Ilhéus. O parto foi normal. Thainá deu entrada no hospital por volta das 4 da tarde de ontem. Uma hora depois, os bebês já tinham nascido.

O parto de Thainá foi considerado de alto risco. A pressão arterial alta na maior parte da gestação preocupava a família. O acolhimento da equipe durante a chegada da paciente foi, na opinião dela, decisivo para acalmá-la. “Fui imediatamente encaminhada e as condições encontradas por onde passei me deixaram mais tranquila”, disse.

Benjamin e Maria Alice já têm três irmãos. Como não houve nenhuma intercorrência durante o parto, eles devem receber alta em breve.

Fonte: (Ascom) - Hospital Materno-Infantil

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Ilhéus: Representantes da saúde na região de Valença conhecem o Hospital Materno-Infantil e se encantam com a estrutura apresentada

Ilhéus: Representantes da saúde na região de Valença conhecem o Hospital Materno-Infantil e se encantam com a estrutura apresentada

Técnicos e secretários municipais de Saúde da região de Valença conheceram, hoje (16), as instalações do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. Porta aberta para obstetrícia e com 100 por cento de regulação para a pediatria, o hospital - uma unidade de atendimento de referência para casos de alto risco – também atenderá 14 municípios da região da Costa do Dendê. Recebido pela diretora-geral Aline Costa, para além de uma visita-guiada, o grupo conheceu detalhes do fluxo para que os municípios da região de Valença passem a utilizar os serviços da unidade. “Esse projeto vai dar certo com a união de todos nós”, destacou Aline Costa, durante o encontro.

Viviane Patrocínio é secretária de Saúde de Nilo Peçanha. A cidade não tem hospital e, de acordo com Viviane, os municípios menores sentem mais de perto a necessidade de encaminhamento de pacientes. “Passando a ter uma maternidade-referência na região, a gente cria uma grande expectativa e imagina que ela venha para ser resolutiva”, afirma. “E quando a gente vem para uma reunião e a gestão da maternidade traz organização de serviço, fluxo, tudo novo, a gente fica na expectativa de que seja algo que venha somar para estes pequenos municípios”, completa.

Ilhéus: Representantes da saúde na região de Valença conhecem o Hospital Materno-Infantil e se encantam com a estrutura apresentada

Segundo os técnicos presentes à reunião, a região de Valença tem algumas fragilidades no atendimento hospitalar materno-infantil.  Secretária de Saúde de Taperoá, município com 22 mil habitantes, Lorena Lemos Leite lembra que, apesar de o município dela contar com um hospital de pequeno porte, a unidade não está preparada para partos de alto risco. “Estávamos desassistidas. Vendo tudo isso aqui, levo esperança de uma unidade nova, totalmente qualificada, com profissionais competentes”, elogiou.

Janine Fonseca, subsecretária de Saúde de Cairu, disse ter encontrado “uma estrutura que nem um grande hospital particular tem”. Seu município hoje se encontrava sem referência de pré-natal de alto risco. E o Hospital Materno-Infantil de Ilhéus, segundo ela, preenche uma imensa lacuna. Cairu é uma cidade que também não tem unidade hospitalar.

Nova Ibiá, a 180 quilômetros de distância de Ilhéus, também vivia esta dificuldade. Nádia Nunes, secretária municipal de saúde, disse que antes da inauguração do novo hospital materno-infantil de Ilhéus não tinha para onde encaminhar gestantes de alto risco. “O risco de morte sempre é muito iminente e conhecer esta estrutura, muito bem pensada e muito bem planejada, traz uma grande esperança para todos nós”, disse. Com 6 mil habitantes, Nova Ibiá registra, em média, 90 partos durante o ano.

Planejado para atender as regiões de Ilhéus e Valença, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), 15 de semi-intensiva (10 convencionais e 5 Canguru) e 10 de UTI pediátrica, e capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

O encontro de hoje é mais uma etapa do planejamento elaborado pela direção, que tem o objetivo de fortalecer o trabalho de parceria, troca de conhecimento e de informações com os representantes da saúde pública municipais. Semana passada, a reunião foi com representações dos municípios da Região de Ilhéus.

O primeiro caso de regulação registrado na unidade, inaugurada no último dia 6, foi o da bebê Eliza Conceição, de seis meses. Ela veio transferida de Una, através da Central de Regulação de Leitos do Estado. Durante todo o tempo, ela está em companhia da mãe, Leidiane Conceição, de 25 anos.

“A ideia é que o hospital e seus serviços estejam mais próximos dos gestores e, consequentemente, mais perto da população”. O desejo, segundo Aline, é que, mesmo estando situado em Ilhéus, o hospital seja para atender a região. “Todos os movimentos que estão sendo feitos visam fortalecer o Sistema Único de Saúde”, destacou a diretora-geral.

Em 16.12.2021

Jornalista Resp.: MM – MTb 3935

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

O vereador professor Gurita entrega titulo de cidadão ilheense.

 Na noite deste domingo 12/12/2021 o professor vereador Gurita entrega titulo de cidadão ilheense a pastora Valci e ao fotógrafo Taironi Maia. A entrega aconteceu durante um culto de ação de graças e louvores ao nosso poderoso Deus trino na igreja Batista Missionária do revendo Gilmar Bonfim. A noite marcará pra sempre a vida de todos que tiveram a honra e bênção de estar presente, pois além da unção do culto, também foi dado honras merecedora a duas importantes figuras da sociedade ilheense, com o reconhecimento público dos serviços prestados por eles. Segue as fotos do extraordinário momento.



















quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Nasce o primeiro bebê no Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus

 


Menino, 49 centímetros, dois quilos e 705 gramas. Parto normal. João Lucas, nome que vai ganhar no registro civil, é a primeira criança a nascer no novo Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, inaugurado na última segunda-feira pelo governador Rui Costa. João Lucas nasceu às 20h13min desta quarta (08). A mãe deu entrada na Emergência de Obstetrícia no final da tarde e foi acolhida pela equipe.

A criança é o primeiro filho de Ester Santos da Silva, 18 anos, e Ivanildo de Jesus, 22. Eles moram na Barra, em Ilhéus. Estudante do nono ano do Ensino Fundamental II, Ester deixou de frequentar as aulas durante a pandemia ao descobrir a gravidez. Pretende voltar quando ele estiver maiorzinho. Já Ivanildo, trabalha em uma empresa distribuidora de água. “Confesso que estava com muito medo”, disse Ester, após o parto. “Mas o acolhimento que recebi foi incrível e o tratamento maravilhoso. Estou impressionada”, reconheceu.

O parto humanizado de Ester contou o tempo todo com a presença de uma acompanhante. Ela, inclusive, ajudou a cortar o cordão umbilical. Experiente na profissão, formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) há 21 anos, a enfermeira obstetra Danielle Patrocínio auxiliou o parto ao lado do obstetra Antônio Monteiro, diretor-médico do hospital. “A gente esperou tanto, sonhou tanto com esse momento. E fazer parte de uma equipe de alta qualidade me orgulha muito”, afirmou. Para Danielle, “a maternidade finalmente nasce. E nasce com João, por que de nada adianta uma construção deste porte se não houver uma assistência humanizada e tudo feito com o total consentimento da mulher”.

“O que quero agora é um futuro de paz para o meu filho”, disse uma emocionada Ester. Pelo telefone, a avó materna Marilene Mendes Santos comemorava a chegada do primeiro netinho. “Já tenho sete netinhas. João é o primeiro neto na família”, dizia emocionada. “Ester estava precisando de uma companhia. E nada melhor que a companhia de um filho para dar um novo rumo à sua vida”, completou a avó de João.

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio foi inaugurado na última segunda-feira. É uma obra do Governo da Bahia, administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Custou mais de 40 milhões de reais. A FESF-SUS é uma instituição que apresenta uma proposta inovadora e consistente para avançar no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e atua na melhoria do atendimento de saúde no Estado em áreas prioritariamente sociais.

Com 105 leitos de internação, o Hospital Materno-Infantil está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas.





Em 09.12.2021

Jornalista Resp. : MM – MTb 3935

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Ilhéus: FESF-SUS assume um dos seus maiores projetos nestes 12 anos de fundação: o Hospital Materno-Infantil

Ricardo Mendonça presta homenagem ao governador

Instituída em maio de 2009 por 69 municípios do Estado da Bahia, tendo como base os princípios de gestão compartilhada, democrática e participativa, a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) assume um dos seus maiores projetos nestes 12 anos de existência: comandar a gestão, operacionalização e execução das ações e de serviços de saúde do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, inaugurado hoje pelo governador da Bahia, Rui Costa.

“Todo o projeto do hospital está baseado na humanização do cuidado, nos direitos da mulher e da criança e na consolidação do Sistema Único de Saúde, que são princípios da nossa ação de trabalho”, destaca o diretor-geral da fundação, Ricardo Mendonça. O hospital é um dos mais modernos do Brasil e, conforme destacou o governador Rui Costa, atenderá a todos os municípios da região, condição que exige da FESF-SUS a união de experiência administrativa, qualidade técnica e eficiência operacional.

Para dirigir este projeto, a fundação designou a psicóloga Aline Costa. Mestre em Saúde Coletiva com ênfase na saúde da mulher e da criança, ela trabalha há 15 anos no Sistema Único de Saúde, tendo participado da Política Nacional de Humanização e da construção da Rede Cegonha no Ministério da Saúde. Na Bahia, atuou como coordenadora estadual da atenção hospitalar na Sesab e foi diretora geral da maternidade Albert Sabin, em Salvador.

Aline Costa, Ricardo Mendonça e Rui Costa

A direção médica ficará a cargo do obstetra Antônio Monteiro. O médico considera o Hospital Materno-Infantil de Ilhéus uma unidade-referência, com equipamentos de alta complexidade. “Será um divisor de águas no cuidado materno-infantil para a região de Ilhéus e para toda a Bahia”, assegura.

A missão - reforça Ricardo Mendonça - é oferecer segurança e eficiência no cuidado com o público materno-infantil do sul da Bahia, contribuindo para a redução das mortes materna, neonatal e infantil no estado. O diretor-geral da FESF-SUS lembra que a entidade, além de ser uma proposta inovadora e consistente para avançar no fortalecimento do SUS, oferece um modelo de gestão interfederativa, atuando em todas as regiões da Bahia, cumprindo função essencial para a gestão compartilhada de serviços de saúde. “Esse modelo inovador apresenta-se como uma solução jurídico-administrativa e sanitária para o desenvolvimento da atenção à saúde no Estado da Bahia, propicia agilidade e segurança para gestores, usuários e trabalhadores, como um democrático veículo de concretização do direito humano fundamental da saúde”, destaca Mendonça.

O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

Diretores da FESF-SUS

A unidade tem porta aberta de maternidade, leitos de UTI neonatal e semi-intensivo, leitos de canguru e centro de parto normal. Para além disso, a unidade pediátrica consta de 23 leitos e mais 10 leitos de UTI pediátrica, que serão 100% regulados. Além da realização de partos e da internação, o hospital ofertará atendimento ambulatorial especializado em pré-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetrícia, cardiologia, enfermagem, nutrição e psicologia. A unidade funcionará também como um polo de desenvolvimento de ensino, reunindo formação acadêmica, pesquisa e produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde.

Jornalista Resp. : MM – MTb 3935

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Ilhéus: Taironny Maia é homenageado com título de cidadão ilheense

                                                        

O conceituado fotógrafo Taironny Maia, diversas vezes premiado em função das imagens primorosas que produziu, será homenageado em Ilhéus. Taironny Maia será agraciado com o título de cidadão ilheense. Nascido em Campinas, no estado de São Paulo, Maia teve o título outorgado pelo poder legislativo após aprovação de projeto de lei de autoria do vereador Alzimário Belmonte Vieira, do PSD. A honraria é um reconhecimento a excelencia dos serviços prestados por Taironny a sociedade ilheense ao longo das últimas décadas.